quarta-feira, 16 de julho de 2008

"Se agregar não é segregar"

Atenção o de enorme coração, de que vale isso e ser acéfalo?
Mariah deparava-se com isso constantemente, enquanto relacionava-se com o "bom-caráter" do círculo (ou circo!), aliás, ela até tinha algumas características deste ser, porém não tanto à mostra, guardava para ela ou demonstrava com quem merecia, ou melhor dizendo, desconhecidos. O amor que está nela, ela bem sabe que não provém de si, mas do alto, e valoriza isso se quer saber, e pratica também. O que ela não se conforma mesmo é alguém que se limita no amor, ou ao contrário, que se limita no cérebro. À procura do equilíbrio Mariah tromba em circunstâncias que a faz crescer, chorar, e pensar. O termômetro do ser é subsequente a ele em si, em todo tempo. E o equilíbrio, diga inalcançável agora, porém aí é que está, nomeia-se a guerra do ser contra ele mesmo, da sua natureza humana, e a busca dos frutos do espírito. Voltando à Mariah, ela gostava de pensar nisso, pois pra ela não bastava os frutos, o coração, ela buscava algo a mais, talvez ela não saiba o quê definitivamente, mas não se contentava com pouco, isso não.
Falta assunto, a prosa presa em papel de bala...

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tempo.

"Se eu quero ver flores no escuro minha imaginação mostra pra mim.
Quem disse que não existe pó de pirlim-pimpim?
Eu posso ser o que quiser.
Eu posso ser o que eu quiser.
Meus sonhos são paralelos ao real
Mas toda regra pode ser e deve ser quebrada.
E a realidade pode ser alterada.
Quando sentir falta de quem já se foi, feche os olhos, e ela estará ao seu lado.
O tempo nos faz bem
O tempo nos faz quem
O tempo nos faz e somos
O tempo faz
O tempo.
O tempo nos ama
O tempo nos faz amar
O tempo nos faz esquecer
Mas é sempre bom lembrar que
O tempo não sabe sobre o amor
O tempo é a vida lá fora,
O tempo é o suor entre quatro paredes,
O tempo é o nosso amigo,
O tempo é inimigo do que quer paz.
O tempo é nosso templo
O tempo é o que você quiser,
O tempo não para,
O tempo não, você sim.
O tempo nos dá a dor da espera,
E a satisfação da chegada."

(Contos - Projeto Realejo)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Thoughts beyond.

Engraçadas são as coisas mesmo. Mariah achava bem isso, o fato de distinguir situações, ocasiões e circunstâncias que causavam efeito sobre o ser, ela propriamente dita. Pra ela tão belo era o verbo, que estando só, mergulhava nesse mundo das palavras e explorava, aprendia, absorvia o que há de melhor neste, a descoberta. Jamais aceitava como verdade o que lhe passavam, sempre analisava e questionava, via o que seria de seu interesse, o que podia jogar fora, e a maioria era mesmo excluído. Mariah foi bela, sábia em seus pensamentos, falhava um pouco nas atitudes, confesso, porém humana (essa era a desculpa esfarrapada, que a tornava engraçada até). Meiga no sorrir, sagaz no pensar, amar por amar, definida deixa-a agir.
De que serviam palavras a ela? Nada? Depende, da parte de quem? (risos)
A pessoa vai conhecendo a escrita, a arte, vai ficando crítica, para alguns "chata" mesmo, Mariah era bem esse tipinho. Aliás, poucos eram os que a conheciam, que sabiam dos seus pensamentos, ou quase ninguém, mas ela estava pouco preocupada com isso, pois sua audácia era secreta, e assim criou Mariah o seu mundinho, precioso. Aprendeu o valor de falar pouco, de ser discreta e a crescer sozinha, a buscar o que precisa com suas próprias mãos, em fontes concretas, de onde saíam pensamentos mais sábios que os dela, era isso que a atraía. Até nisso Mariah era esperta, aproximava-se de quem poderia ensiná-la algo útil, e assim foi caminhando, feliz reconditamente.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Como querer Caetanear o que há de bom"

Disserto sobre essa sociedade, essa gente estranha, comum, e irritante ao mesmo tempo, aliás, engraçada também. De certo nascemos com um vazio do tamanho exato de Deus, que se não for preenchido por Ele, ninguém mais completa. As pessoas são mesmo complexas, sabe-se lá o que passa na cabeça de cada uma, do cobrador, da manicure, do formando em medicina, do à toa, na minha...
Tentamos em todo tempo entender certas coisas que não são para serem entendidas e, sinceramente, perdemos momentos bobos, tolos, engraçados e que tirariam algum sorriso de nós, mas nosso egoísmo é bem maior que isso e assim os dias passam, as pessoas vão e nós permanecemos com a idéia de que iremos um dia entender algo, e nada, e nada...
Enfim, acabamos em nós mesmos, no mesmo vazio (do tamanho...)

domingo, 15 de junho de 2008

"Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto" (Senhas - Adriana Calcanhotto)

Grande merda de privacidade.
É só um personagem
Todo dia, toda hora, em qualquer lugar
Com qualquer um
Posso ficar assim
ou assado
Tanto faz, não importa
Só depende da minha vontade.
É tudo uma peça,
Exceto no canto da cama,
De joelho.

sábado, 7 de junho de 2008

"Linda é a nação do amor"

Namorar
Chicas
Composição: Gonzaguinha

Meu amor eu quero é namorar
A vida é linda, você é linda demais
Descobri o segredo da paz
A paz é da cor do amor
E o amor, meu amor é de toda cor
É de toda cor todo coração
Já chegou já está
E nem quer saber o que será
Descobri o segredo da paz
A paz é no tom do amor
E o amor meu amor é em todo tom
Ah! Canta meu coração
Pra todo mundo ouvir
Canta que é feliz, diz
Linda é a nação do amor
Luz de lua, luz de sol
E é gostoso namorar

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Aprendiz

O que se vê é vero
O seu amor, eu quero
Mas nem só beleza eu vi!

Será que realmente é o que estou vendo? Será que o mundo é realmente o que parece ser? Ser?
Será que eu sou realmente o que sou?
Te venderam uma bola azul, uma calça Ellus e uma vida confeccionada em reuniões executivas das
grandes multinacionais; Disseram que era essa a vida que você gostaria de viver.
Às vezes eu acho que sim! Lembra. Tínhamos até opções: Bola azul, bola verde ou multicolorida,
claro essa pra quem fosse mais ousado e gostasse de desafios. Como eu sou mais sério e busco a vanguarda prefiro uma bola azul. E tinha também a bola da moda que era uma de cor prateada, mas era mais cara também, tinha um design ultra moderno e algumas outras utilidades;
Sabe o que eu vi: Vi um mundo que eu não criei. Vi um monte de coisas que usam para serem
parecidos com outras pessoas e criar identificação um com os outros, e até parece um bom objetivo, mas ninguém tem identidade em si mesmo senão no que se tem para oferecer;
Eu nunca tinha dito nada sobre isso. O único elo de um ser humano pelo outro era para
ser o amor, mas descobri que essa palavra não tem o mesmo sentido de quando eu a utilizava com meus amigos, nem quando definimos o meu pai como a fiel expressão de amor, o referencial. Era engraçado, tudo que queríamos naquele tempo era desafiar o mundo a amar como ele amou. Isso sim era amor! Brincávamos para ver quem amaria mais… e na verdade nós amávamos. Essa idéia de amor veio da mente dele. E eu falo Verdade, esse é meu nome.
Agora, eu vejo pouco daquilo que era. Falta simplicidade! Falta honestidade! Falta identidade!
Quem é você? Não, eu pergunto quem é você sem nenhuma dessas parafernálias criadas pelo próprio homem para se definir. Ninguém sabe bem ao certo? Não pensaram bem sobre…
Ok!!! É por isso que eu morrerei pai? E se de novo não der certo? Mas que seja feita a sua vontade não a minha!


Por: Marco Faria.