sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ensaio do ensaio.

Bom, a peça de hoje é a seguinte, é essa mesmo, que eu já comecei a fazer. Um dia eu tava em casa e comecei a pensar que o teatro foi feito pra passar para as pessoas algum conceito, ser explícito, porém implícito. Meio complicado isso né? Ou é uma coisa ou é outra, não, são os dois. Apesar de que, essa peça (que é essa que nós já estamos fazendo) é explícita até demais. Mas sabe o que é... Parece que as coisas implícitas ultimamente estão muito difíceis de serem entendidas pelo público, então como o nosso objetivo é transmitir a mensagem à platéia... Enfim, vamos direto ao ponto.
O que a gente quer passar hoje é sobre algo que li esses dias em uma comunidade no orkut (eita civilização boa essa), falava mais ou menos assim, se o que a gente fala na igreja não funciona na vida prática, melhor seria que a gente tivesse ensinando como consertar a geladeira, porque no dia que ela der "pani" em casa nós saberíamos o que fazer. E não é que é verdade esse negócio? Prestem atenção, isso foi explícito e implícito, viram só?Alguém quer falar alguma coisa? Quer que a gente saia? Ta muito chato? É só falar viu gente, estamos acostumados a sermos expulsos de um ambiente por expressarmos umas verdades (doídas às vezes, nem tanto, porque na maioria não causa muito efeito) mas sabem, somos persistentes, e acreditamos que um serzinho que está aqui hoje vai sair pensando nisso que a gente ta fazendo, que é tentando falar para as pessoas que o tal do cristianismo é, antes de tudo uma revolução. Uma revolução cultural, social e moral. Porque pensa só, quando Jesus pregava, ele não estava pregando algo corriqueiro, comum, ou usando apelos marketistas contando com o egoísmo natural dos ouvintes pra obter resultados. Mas ele pregava a subversão total dos valores da sociedade judaica da época. O cara tava pondo as instituições, a religião e o mundo dele de cabeça pra baixo. Jesus era um autêntico revolucionário, apresentava uma contracultura, um anti-sistema. Che Guevara vira fichinha perto de Jesus.
Gente, essa última parte copiei do orkut viu? Concordei plenamente no que ele diz. Enfim, hoje nós queremos passar essa mensagem... Qual é mesmo? Ah sim, precisamos de mudança, e de ação! Amar o mundo como Cristo amou é o nosso maior desafio.
Bom, é isso, se alguém gostou, boa, se não gostou não tem problema, vou te amar do mesmo jeito. Se essa babaquice aqui servir pra uma pessoa já estamos realizados. Quero dizer que o grupo está aberto para projetos sociais, idéias, blábláblá...
Um beijo pessoal, pensem nisso.
Espero não me arrepender de não ter ensinado vocês a consertar geladeiras. To apelativa né? Fui!

"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos." (I João 3:16)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

"Se agregar não é segregar"

Atenção o de enorme coração, de que vale isso e ser acéfalo?
Mariah deparava-se com isso constantemente, enquanto relacionava-se com o "bom-caráter" do círculo (ou circo!), aliás, ela até tinha algumas características deste ser, porém não tanto à mostra, guardava para ela ou demonstrava com quem merecia, ou melhor dizendo, desconhecidos. O amor que está nela, ela bem sabe que não provém de si, mas do alto, e valoriza isso se quer saber, e pratica também. O que ela não se conforma mesmo é alguém que se limita no amor, ou ao contrário, que se limita no cérebro. À procura do equilíbrio Mariah tromba em circunstâncias que a faz crescer, chorar, e pensar. O termômetro do ser é subsequente a ele em si, em todo tempo. E o equilíbrio, diga inalcançável agora, porém aí é que está, nomeia-se a guerra do ser contra ele mesmo, da sua natureza humana, e a busca dos frutos do espírito. Voltando à Mariah, ela gostava de pensar nisso, pois pra ela não bastava os frutos, o coração, ela buscava algo a mais, talvez ela não saiba o quê definitivamente, mas não se contentava com pouco, isso não.
Falta assunto, a prosa presa em papel de bala...

[Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior]

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tempo.

"Se eu quero ver flores no escuro minha imaginação mostra pra mim.
Quem disse que não existe pó de pirlim-pimpim?
Eu posso ser o que quiser.
Eu posso ser o que eu quiser.
Meus sonhos são paralelos ao real
Mas toda regra pode ser e deve ser quebrada.
E a realidade pode ser alterada.
Quando sentir falta de quem já se foi, feche os olhos, e ela estará ao seu lado.
O tempo nos faz bem
O tempo nos faz quem
O tempo nos faz e somos
O tempo faz
O tempo.
O tempo nos ama
O tempo nos faz amar
O tempo nos faz esquecer
Mas é sempre bom lembrar que
O tempo não sabe sobre o amor
O tempo é a vida lá fora,
O tempo é o suor entre quatro paredes,
O tempo é o nosso amigo,
O tempo é inimigo do que quer paz.
O tempo é nosso templo
O tempo é o que você quiser,
O tempo não para,
O tempo não, você sim.
O tempo nos dá a dor da espera,
E a satisfação da chegada."

(Contos - Projeto Realejo)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Thoughts beyond.

Engraçadas são as coisas mesmo. Mariah achava bem isso, o fato de distinguir situações, ocasiões e circunstâncias que causavam efeito sobre o ser, ela propriamente dita. Pra ela tão belo era o verbo, que estando só, mergulhava nesse mundo das palavras e explorava, aprendia, absorvia o que há de melhor neste, a descoberta. Jamais aceitava como verdade o que lhe passavam, sempre analisava e questionava, via o que seria de seu interesse, o que podia jogar fora, e a maioria era mesmo excluído. Mariah foi bela, sábia em seus pensamentos, falhava um pouco nas atitudes, confesso, porém humana (essa era a desculpa esfarrapada, que a tornava engraçada até). Meiga no sorrir, sagaz no pensar, amar por amar, definida deixa-a agir.
De que serviam palavras a ela? Nada? Depende, da parte de quem? (risos)
A pessoa vai conhecendo a escrita, a arte, vai ficando crítica, para alguns "chata" mesmo, Mariah era bem esse tipinho. Aliás, poucos eram os que a conheciam, que sabiam dos seus pensamentos, ou quase ninguém, mas ela estava pouco preocupada com isso, pois sua audácia era secreta, e assim criou Mariah o seu mundinho, precioso. Aprendeu o valor de falar pouco, de ser discreta e a crescer sozinha, a buscar o que precisa com suas próprias mãos, em fontes concretas, de onde saíam pensamentos mais sábios que os dela, era isso que a atraía. Até nisso Mariah era esperta, aproximava-se de quem poderia ensiná-la algo útil, e assim foi caminhando, feliz reconditamente.

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Como querer Caetanear o que há de bom"

Disserto sobre essa sociedade, essa gente estranha, comum, e irritante ao mesmo tempo, aliás, engraçada também. De certo nascemos com um vazio do tamanho exato de Deus, que se não for preenchido por Ele, ninguém mais completa. As pessoas são mesmo complexas, sabe-se lá o que passa na cabeça de cada uma, do cobrador, da manicure, do formando em medicina, do à toa, na minha...
Tentamos em todo tempo entender certas coisas que não são para serem entendidas e, sinceramente, perdemos momentos bobos, tolos, engraçados e que tirariam algum sorriso de nós, mas nosso egoísmo é bem maior que isso e assim os dias passam, as pessoas vão e nós permanecemos com a idéia de que iremos um dia entender algo, e nada, e nada...
Enfim, acabamos em nós mesmos, no mesmo vazio (do tamanho...)